FEBRAEDA debate impactos do Ensino Médio em tempo integral na aprendizagem profissional

A FEBRAEDA participou, no dia 15 de abril, da reunião ordinária do Fórum Nacional de Aprendizagem, realizada no Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília. O superintendente da Federação, Antonio Pasin, que integra a coordenação colegiada do fórum, acompanhou as discussões centrais sobre os desafios que o novo formato do Ensino Médio impõe aos programas de qualificação profissional.

Um dos pontos de maior atenção foi o impacto do Ensino Médio em tempo integral na vida dos adolescentes e jovens aprendizes que estudam e trabalham. A preocupação da FEBRAEDA é que a falta de compatibilização entre os horários escolares e a jornada de aprendizagem resulte em evasão escolar e desproteção social com a migração para o trabalho informal e desprotegido. Segundo Pasin, o conceito de educação integral precisa ir além dos muros da escola.

“Deixamos claro que a educação continua sendo prioridade, mas o que está acontecendo no ensino regular tem gerado prejuízo, evasão escolar e trabalho infantil desprotegido. Como o nosso público não trabalha por opção, trabalha por necessidade, os adolescentes e jovens estão saindo da escola e indo para o trabalho informal, já que, por não estarem estudando, não podem continuar na Aprendizagem”, afirmou o superintendente.

A organização defendeu a necessidade de uma articulação direta com o Ministério da Educação e os Conselhos e Secretarias Estaduais para harmonizar as 400 horas mínimas de formação teórica da aprendizagem com a carga horária escolar. Para a Federação, essa integração é o caminho para potencializar a mobilidade educacional e a ascensão profissional.

Durante o encontro, também foi debatida a aplicação da Norma Regulamentadora 01 (NR01) nas entidades formadoras dos Programas de Aprendizagem, com foco na saúde mental. A pauta tratou da construção de inventários de risco e planos de ação para mitigar efeitos que prejudiquem a saúde emocional dos colaboradores e dos aprendizes contratados pelas instituições.

“É preciso um inventário de risco baseado nas atividades desenvolvidas, com planos para eliminar ou mitigar riscos à saúde emocional e um monitoramento efetivo das estratégias adotadas”, pontuou Pasin.

A reunião foi encerrada com a apresentação de boas práticas do ISBET, associado da FEBRAEDA. O exemplo citado foi a construção compartilhada de conteúdo teórico para o setor de energia elétrica, alinhando a formação à prática real das empresas. “O alinhamento da formação teórica à atividade prática, com a participação ativa do estabelecimento parceiro, é fundamental para que a aprendizagem se configure como investimento e qualificação”, concluiu o superintendente.

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