
Entre os dias 18 e 21 de maio, a capital federal sediou o 3º Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, um dos eventos mais importantes do país voltados à garantia dos direitos da infância e da juventude. Realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o encontro trouxe como pauta central a mobilização nacional e a revisão estratégica das políticas públicas do setor.
A FEBRAEDA acompanhou os debates de perto. No dia 20 de maio, o superintendente da Federação, Antonio Pasin, teve uma participação de destaque ao mediar as discussões do Grupo de Trabalho focado no Eixo Trabalho e Turismo. O painel mediado por Pasin debateu metas urgentes para prevenir e enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes no contexto das relações de trabalho e nas cadeias produtivas do turismo, engajando redes hoteleiras, agências de viagem e o setor de transportes.

Da esquerda para direita, Antônio Mendonça, auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego e coordenador do Grupo Especial de Fiscalização de Entidades Formadoras dos Programas de Aprendizagem; Antônio Pasin, superintendente da FEBRAEDA; e Roberto Padilha, auditor fiscal do Trabalho e coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil
Durante as atividades, o foco esteve em analisar propostas para rotas comerciais e rodovias, capacitar o setor privado e, principalmente, identificar medidas para a proteção de adolescentes inseridos no mercado de trabalho, com o fortalecimento de programas de aprendizagem profissional. No encerramento do evento, no dia 21, as ações estratégicas por segmento foram apresentadas, e a aprendizagem profissional foi consolidada como uma das prioridades que vão integrar o plano nacional de enfrentamento.

O superintendente da FEBRAEDA ressaltou que a inclusão dessa pauta demonstra a força da Federação. Segundo Pasin, aparentemente, o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes não tem relação direta com a aprendizagem profissional, mas ela aparece justamente como uma política pública preventiva e intersetorial, atuando diretamente na prevenção para que essa violência não ocorra.
A participação da Federação no comitê reforça o papel institucional em debates nacionais de alta relevância social. Pasin afirmou que é muito importante destacar que, nos espaços ocupados pela FEBRAEDA, a entidade consolida a aprendizagem enquanto política pública.
O superintendente destacou que o Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes deixou evidente que a socioaprendizagem é muito mais do que geração de emprego e renda, pois possui desdobramentos fundamentais nas áreas da saúde, da educação e da assistência social.
