
A FEBRAEDA promoveu nesta segunda-feira (23) uma reunião estratégica online para debater os impactos da Reforma Tributária no cotidiano de suas entidades associadas. O encontro contou com a participação de Marcelo Monello, especialista em gestão e sustentabilidade de organizações filantrópicas, que detalhou como as novas regras fiscais podem alterar a operação de instituições que atuam na ponta da assistência social no Brasil.
A iniciativa reflete um acompanhamento rigoroso que a federação vem realizando sobre o tema. De acordo com o presidente da FEBRAEDA, Fábio do Amaral Sanches, a complexidade da pauta exigiu cautela e preparo antes de levar o debate ao coletivo.
“A FEBRAEDA, por meio de sua diretoria, vem acompanhando há meses, com grande preocupação, os impactos que a Reforma Tributária pode trazer para as entidades que realizam assistência social e socioaprendizagem”, explicou Sanches. Chegamos a tentar promover encontros anteriores, mas a complexidade do tema exigiu mais tempo de maturação para que pudéssemos avançar com mais clareza, entendimento e esclarecimentos”.
O presidente destacou ainda a importância das parcerias institucionais para o amadurecimento dessa análise. “O FONIF (Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas), importante parceiro da FEBRAEDA, promoveu encontros sobre essa temática. Após participarmos dessas discussões, tivemos a convicção de que este é o momento adequado para a realização do encontro com a condução de Marcelo Monello, um dos maiores especialistas em Terceiro Setor no país”, enfatizou.
Durante a palestra, Monello destacou que, embora a imunidade tributária das entidades esteja assegurada pela Constituição, a transição para o novo modelo de impostos exige um olhar atento dos gestores. Um dos pontos centrais da discussão foi a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O palestrante explicou que a principal preocupação não reside na tributação direta das atividades finalísticas, mas sim no possível aumento de custos em serviços e insumos essenciais para a manutenção das entidades.
Além disso, foram abordados temas como a conformidade contábil e a importância da Escrituração Contábil Digital (ECD) para garantir a transparência e a segurança jurídica das instituições. Ao responder dúvidas dos participantes, Monello reforçou que a preparação técnica e a atualização constante são fundamentais para que as entidades filantrópicas continuem exercendo seu papel social com eficiência e sustentabilidade diante do novo cenário econômico do país.